domingo, 27 de maio de 2018

Não será o fim de semana ideal, mas...

O próximo fim de semana é de 4 dias. A Maria faz a ponte e eu tenho a ponte feita todos os dias eheh.
Desde 2014, quando tivemos uns dias de férias em outubro (ela tinha sido operada em agosto e não teve tempo de meter férias) que ando com vontade de voltar a um restaurante numa aldeia de xisto, perdida na Serra do Açor. Mas é muito longe e metade do caminho é por estrada de montanha, o que torna a viagem cansativa ser formos e viermos no mesmo dia.
Ela tem um voucher de 50€ que lhe ofereceram no aniversário (não foi oferta do Benfica lol) e ontem, em 5 minutos decidimos como ir ao tal restaurante e aproveitar o passeio. Pela internet marcámos dormida numa aldeia pitoresca a 20 Km do restaurante e vamos no sábado e regressamos no domingo. Não gosto de sair de casa em fins de semana prolongados porque há sempre imenso trânsito. Mas como vamos depois de abalarem todos, pode ser que nos safemos. E a A13 nem é muito movimentada...
Esperemos que faça bom tempo e que a devastação dos incêndios do ano passado já não dê à paisagem um aspeto muito deprimente.




Imagens retiradas de Alojamento de Pardieiros

sábado, 26 de maio de 2018

Obligado!

Não o faço todos os dias, mas uma ou duas vezes por semana faço coincidir a caminhada com a hora de dar o segundo pequeno-almoço aos diabetes (por volta das10 horas) e paro na cafetaria do Pingo Doce para um café e um pastel de nata. "Prontus", eu sei que não é a refeição mais correta para um diabético, mas como não meto açúcar no café e também já perdi a esperança de morrer saudável, um pastel de nata uma vez por outra, não é assim um grande pecado.
Também já dei aqui conta de que as meninas da cafetaria do Pingo Doce onde costumo ir, são um bocadinho lerdas e deixam acumular um magote de gente esfomeada enquanto, por detrás do balcão, andam a tropeçar umas nas outras. Hoje (estou a escrever isto na sexta, dia 25), para não variar, havia quase duas dezenas de pessoas à minha frente, mas devido ao adiantado da hora, fiz contas de cabeça e cheguei à conclusão que, se desistisse, provavelmente não tinha "combustível" para regressar e não me estava a apetecer ter uma crise de hipoglicémia num caminho onde não há mais nada para comer, do que canas de um e outro lado da estrada. Por isso esperei.
Passados uns 5 minutos chegou ao pé de mim uma chinesa que apontava para a minha senha e perguntou: "númalo, númalo, númalo", até que eu percebi e mostrei-lhe a senha. Eu tinha o "númalo" 98 e ela mostrou-me um 88 e perguntou:
- "Queles"?
E eu, meio atarantado, respondi:
- Ah... sim... "obligado". eheheh

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Um dia ainda vou ser um cidadão exemplar

Das poucas coisas aceitáveis que a idade nos vai trazendo, uma é a certeza de que se ainda estamos vivos, é porque não morremos quando éramos novos. A outra é uma maior ponderação nas decisões que tomamos. Eu, por exemplo, noto que estou mais calmo, que já não sou tão explosivo a reagir às contrariedades da vida. Até por força das circunstâncias, estou a aprender a evitar altercações, pois o coração tem-me dado avisos sérios de que um dia destes isto pode acabar mal. Não digo que esteja a perder o mau feitio, mas tento deixar as polémicas à porta e ignorar provocações. Estou a aprender devagarinho e só espero que não me aconteça como ao cavalo do cigano, que morreu quando o dono já quase o tinha desabituado de comer. Com o tempo sinto que estou a ficar um cidadão quase sociável. No entanto há coisas que demoram mais e, nesta fase, estou ciente de que ainda não consegui atingir aquele patamar que me permita ter paciência para aturar matronas com falta de picha, também conhecidas como "gajas malfodidas".